quinta-feira, novembro 15, 2007

Palestra em comemoração aos 90 anos da revolução russa acontece na UFRPE


No dia 20/11 ocorreu na Universidade Federal Rural de Pernambuco, o Diretório Acadêmico Manuel Correia de Andrade (História), juntamente com o Centro Cultural Manoel Lisboa e o Jornal A verdade, realizaram no auditório do CEGOE na Universidade Federal Rural de Pernambuco, um ato de comemoração aos noventa anos da revolução russa. O ato teve início com exposição de cartazes revolucionários, banners e selos, expostos numa seqüência que contava em imagens a história da revolução russa, depois uma apresentação acústica da banda de punk revolucionário Subversivos, contagiou os presentes e mostrou como a revolução russa influencia as artes, com as suas músicas contundentes de crítica ao capitalismo e propaganda do socialismo.
Em seguida uma palestra com o editor do Jornal A verdade, Luiz Falcão, e com a companheira Romélia Piño Freire, socióloga e militante do Partido Comunista de Cuba, que falaram sobre a importância da revolução de outubro de 1917 para a América Latina e para todos os povos do mundo, fechou a programação.
Luiz Falcão ressaltou a necessidade do partido comunista bolchevique para que aquela revolução acontecesse, pois seria impossível sem o partido dirigente, destacamento de vanguarda do proletariado, realizar tal feito, e mais, a revolução russa provou que não era apenas a classe dos capitalistas, letrada que poderia conduzir um Estado, pois na URSS se provou por quase 50 anos a possibilidade do povo trabalhador governar a sua vida e o seu Estado. Romélia Piño nos falou sobre a influência da revolução russa em Cuba, com a criação do Partido Comunista já na década de 20 do século passado, e com a simpatia que os trabalhadores daquele país passaram a ter a partir de então pela pátria de Lênin e de Stálin.
Com muita alegria e disposição, já passava das 21h30min da noite quando todos juntos de mãos dadas entoaram a Internacional, o hino dos trabalhadores de todo o mundo.

segunda-feira, março 26, 2007

RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO JÁ!!!!!!!!!!


Nossa universidade é peculiar, pois em todo o nordeste, é a única que não possui restaurante universitário. Há alguns anos, existia um restaurante universitário, CARO, SEM HIGIENE e COM PÉSSIMAS CONDIÇÕES de USO. E pra piorar a situação era um restaurante particular que cobrava R$ 3,70 em um prato de refeição. Indagado sobre a situação em uma aula magna o reitor tratou do assunto com total descaso e desrespeito com os estudantes, perguntando o que é que queríamos, se queríamos que ele próprio fosse lá fazer a comida. Não, não queremos que o reitor faça a comida, queremos sim que ele trate desse assunto como prioridade.
Todo esse problema advém da visão de universidade pública que tem essa gestão da reitoria, encara como se o R.U. fosse um adicional que as universidades optariam por ter ou não. Não é bem assim. Está garantido na constituição brasileira o direito de todos ao ensino público, gratuito e de qualidade, não só ao acesso, como também a PERMANÊNCIA, e como pode permanecer na universidade um aluno de baixa renda ou que pesquise, se este tem que se alimentar a R$ 2,50 nas barracas ao redor da universidade?!?
O problema do R.U. é um problema sério e diz respeito a qualidade de ensino. Em várias universidades públicas no Brasil se tem um restaurante de qualidade e a preço popular, porque só a nossa não tem?!? Basta olharmos para outras universidades federais do país que veremos o quanto estamos atrasados em relação ao Restaurante Universitário. Na UFC a refeição custa R$ 1,10, em Alagoas na UFAL é R$1,00, e nas duas universidade da Paraíba, UFCG e UFPB todas as refeições servidas aos alunos carentes são gratuítas.Fica claro então que as refeições do nosso antigo R.U. Estão longe da média do país.
Portanto é necessário que nos organizemos para garantir a reabertura e que o R.U. tenha um preço que cumpra com seu papel de assistência estudantil e não apenas seja uma grande lanchonete. Então vamos todos para reunião pelo Restaurante Universitário.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Vestibular

Paulo Roberto Parreiras desapareceu de casa
trajava calças cinza e camisa branca e tinha dezesseis anos.
Parecia com teu filho, teu irmão, teu sobrinho,
parecia com o filho do vizinho mas não era.
Era Paulo Roberto Parreiras que não passou no vestibular
Recebeu a notícia quinta-feira à tarde, ficou triste e sumiu.
De vergonha? De raiva?
Paulo Roberto estudou dura
duramente durante os últimos meses.
Deixou de lado os discos,o cinema,até a namoradinha ficou sem vê-lo.
Nem soube do carnaval.
Se ele fez bem ou malnão sei:queria passar no vestibular.
Não passou. Não basta estudar?
Paulo Roberto Parreira
a quem nunca vi mais gordo,onde quer que você esteja
fique certo de que estamos do seu lado.
Sei que isso é muito pouco para quem estudou tanto
e não foi classificado(pois não há mais excedentes),
mas é o que lhe posso oferecer: minha palavra de amigo desconhecido.
Nessa mesma quinta-feira
em Nova York morreu um menino de treze anos
que tomava entorpecentes.
Em S.Paulo,outro garoto foi preso roubando carros.
E há muitos que somem ou surgem como cometas ardendo em sangue,
nestas noites,nestas tardes,nesses dias amargos.
Não sei pra onde você foi nem o que pretende fazer
nem posso dizer que volte para casa, estude(mais?) e tente outra vez.
Não tenho nenhum poder, nada posso assegurar.
Tudo que posso dizer-lhe é que a gente não foge da vida,
é que não adianta fugir.
Nem adianta endoidar.
Tudo o que posso dizer-lhe é que você tem o direito de estudar.
É justa sua revolta: seu outro vestibular.

Ferreira Gullar