terça-feira, maio 06, 2008

I Curso de Teoria Marxista da UFRPE


Nos telejornais e nos jornais impressos, todos os dias se apresentam diante os nossos olhos, notícias de crises econômicas, crise do ecossistema, crise da segurança pública, escândalos de corrupção, enfim, a vida do país e do mundo nos é apresentada de forma aleatória e desconexa. Porém todos esses fatos e acontecimentos tem uma correlação, pois como nos ensina a dialética, tudo o que acontece no mundo se correlaciona e interage. Para entender os problemas que o nosso país e o mundo atravessam, nos dias 26 e 27 de maio, acontecerá o 1º curso de teoria marxista da UFRPE, com o tema “A nova ordem mundial”, o curso pretende discutir o materialismo dialético e o materialismo histórico, e analisar os últimos acontecimentos do mundo.


Contatos: Giovanne (Economia Doméstica) - 86008340

Yuri Pires (História) - 87483234

terça-feira, abril 29, 2008

CHARGE DO ÚLTIMO JORNAL !!!


quarta-feira, abril 16, 2008

Reorganizar o movimento estudantil da UFRPE !!!


Durante o ano que se passou muitas coisas aconteceram na nossa universidade. Primeiro começamos o ano (novamente) sem o nosso Restaurante Universitário, se esgotava dentro da UFRPE a gestão do DCE (Diretório Central dos Estudantes), entidade máxima dos estudantes dentro da UFRPE, ligada ao governo federal, essa gestão preocupava-se mais em defender a reitoria, do que o interesse dos estudantes. As eleições para o DCE aconteceram no primeiro semestre de 2007, contando com uma participação dos estudantes, há muito não vista na UFRPE, e saiu vitoriosa a chapa de oposição que conseguiu conquistar os estudantes com a bandeira da reabertura do RU e à preço popular. Essa chapa de oposição (não era a única, haviam duas outras) era a chapa SER, FAZER e ACONTECER. E só foi vitoriosa, por que conseguiu mostrar aos estudantes que não dava mais para ficar parado enquanto nosso RU estava fechado, que não dava para continuar no mesmo imobilismo de já dois anos de gestão da Articulação de Esquerda, que não dava mais para permanecer no erro de defender mais a reitoria do que os estudantes. Pois bem, passado quase um ano dessa gestão, o que podemos dizer é que repete os mesmos erros da antiga gestão. Perpetua o imobilismo no DCE, não tem prestação de contas, não mantém o DCE aberto nos três horários, não faz um enfrentamento real pelo interesse dos estudantes, e só o que sabem fazer é falar, falar, falar... Não cumpriram quase nenhuma das propostas que fizeram, não realizaram uma assembléia geral dos estudantes para decidir o que quer que fosse (mesmo em momentos de crise, como na aprovação do REUNI na UFRPE), não organizaram o Congresso dos Estudantes da UFRPE, não realizaram um Festival de Cultura e Esportes na UFRPE, nunca fizeram prestação de contas das posições que tomaram nos conselhos universitários que participaram. Temos certeza de que os estudantes da UFRPE merecem uma gestão em seu DCE que honre o passado de lutas dos estudantes dessa instituição, honre o nome de Odjas Carvalho de Souza, e de tantos outros que deram suas vidas pela democracia e por um Brasil melhor, precisamos de uma gestão que resista aos ataques que a educação sofre no nosso país, pois só a RESISTÊNCIA dos estudantes é que vai garantir os nossos direitos.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO JÁ !!!!

Depois de mais de dois anos fechado para reforma, será que nosso restaurante volta a funcionar esse semestre? Se depender da boa vontade dessa reitoria e das lutas que o nosso DCE coordena, com certeza não. Um Restaurante Universitário é extremamente necessário em uma instituição como a UFRPE, pois com vários cursos, que exigem do aluno a permanência em dois horários (seja porque tem aula em horários diferentes, seja porque mantêm pesquisas), a UFRPE precisa manter um R.U. que garanta ao estudante, uma comida de qualidade e um preço acessível. Precisamos de um restaurante que sirva para proporcionar estágios para os cursos de Economia, Economia Doméstica, Gastronomia (que, diga-se de passagem, não tem cozinha), Agronomia, Veterinária, enfim, além de uma fonte de assistência estudantil, o restaurante também serviria para dar estágio a nós, estudantes. Precisamos esse semestre decidir se vamos ficar parados como ficamos nos outros semestres em que não tivemos R.U., ou se vamos nos mobilizar para conquistar de vez esse direito essencial. Se depender do nosso DCE, essa discussão vai sempre ficar sendo adiada, pois apesar de usarem muito isso durante sua campanha, nada fizeram na prática para que os estudantes da UFRPE possam ter um Restaurante Universitário de qualidade e a preço popular. Por isso conclamamos todos os estudantes da UFRPE a participarem do abaixo-assinado, seja apenas assinando, seja contribuindo para a sua difusão.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

CURSO DE FÉRIAS: "A importância dos DA's para a universidade pública"



Entramos de férias das aulas, porém o movimento estudantil não tira férias. Sempre buscando alternativas e formas de lutar pela universidade pública e pela educação brasileira, nós do movimento RESISTÊNCIA, estamos preparando para os interessados um seminário que se chama: "a importância dos DA's para a universidade pública" com palestra sobre a história do movimento estudantil, grupo de trabalho sobre a atuação dos estudantes nos DA's, entrega de certificados e de textos sobre o movimento estudantil.


O curso acontecerá na UFRPE de Recife, no DLCH no sábado dia 16 de fevereiro de 2008, começando às 9h, e terminando às 16h. É importante que todos os estudantes que sentirem as dificuldades de estudar numa universidade pública saibam como podem ajudar a transformar essa realidade, se somando a outros estudantes conscientes e dispostos a serem agentes ativos na sociedade.




Qualquer dúvida entre em contato com: 87483234 ou 30885262 falar com Yuri Pires

Obs.: As inscrições podem ser feitas no correio eletrônico: resistencia.ufrpe@gmail.com

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Estudantes lutam contra reforma universitária na França


O presidente francês Nicolas Sarkozy quer implantar a chamada Lei Pécresse (nome da ministra da Educação), que modifica a estrutura do ensino superior para impedir o acesso aos jovens mais pobres e estimular um maior ingresso do capital na educação pública, ferindo a autonomia das universidades.
As mobilizações estudantis contra essa falsa reforma universitária tiveram início ainda na primeira semana de governo de Sarkozy, em maio deste ano, quando o presidente anunciou seu projeto para a educação superior que, entre outros itens, propõe introduzir critérios de seleção para distribuir os estudantes de acordo com as necessidades do mercado e não segundo sua opção individual, além de aumentar o valor da taxa de inscrição.
O governo, então, segurou a apresentação oficial do projeto até o mês de agosto, quando conseguiu, de uma só vez, aprová-lo no Parlamento. Agora, os estudantes já ocupam os prédios de 26 das 85 universidades existentes na França, algumas delas com as atividades totalmente paralisadas, em repúdio ao objetivo do projeto e à forma autoritária com que foi aprovado, sem qualquer debate dentro do meio acadêmico. “É a escravização das universidades aos interesses das empresas”, disse Igor Zamichiei, secretário nacional da União de Estudantes Comunistas. As entidades estudantis afirmam ainda que a lei não leva em conta a pobreza dos estudantes e que vai criar um sistema dividido, preocupado em financiar umas poucas instituições de elite.
No dia 22 de novembro, estudantes de 56 universidades participaram, em todo o país, de uma jornada de greves e manifestações. “Juntos, tudo é possível!” e “Cultura de graça, educação pública!” são algumas das bandeiras levantadas pelo movimento. O governo teme que os protestos se espalhem ainda mais e se consolidem com a união entre estudantes e trabalhadores, que também estão em luta contra a reforma da Previdência, tendo, inclusive, realizado uma grande greve nacional.
A juventude francesa já mostrou do que é capaz quando, durante vários meses em 2006, enfrentou e barrou com milhões de pessoas nas ruas o nefasto Contrato do Primeiro Emprego, do então primeiro-ministro Dominique de Villepin, que impunha aos jovens iniciantes no mercado de trabalho uma série de restrições aos direitos trabalhistas.
Extraído da redação do Jornal A Verdade

Começa contagem regressiva para o EIJAA!!!


Pela primeira vez no Brasil, será realizado, de 28 de julho a 3 de agosto de 2008, no Rio de Janeiro, o 21º Encontro Internacional da Juventude Antifascista e Antiimperialista (EIJAA), a reunião de jovens que lutam contra o imperialismo e o fascismo nas diferentes partes do mundo.
As ações do imperialismo têm se intensificado contra os povos pobres com a busca desenfreada de mais lucros por parte dos grandes capitalistas. A tentativa de implantar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), as guerras do Iraque e do Afeganistão, a imposição de dívidas aos países e de pacotes educacionais e reformas trabalhistas para retirar direitos conquistados pela classe operária são algumas das medidas do imperialismo na busca de mais lucros e para se apoderar das riquezas mundiais.
Por outro lado, cresce a luta dos povos contra o imperialismo, particularmente da juventude. O objetivo do EIJAA é debater, organizar e articular essas lutas em escala mundial, bem como fazer uma ampla propaganda do socialismo, verdadeira alternativa a todos os projetos capitalistas e única possibilidade de construirmos uma sociedade justa e igualitária.
A União da Juventude Rebelião (UJR) participa do Comitê Preparatório Internacional, junto a outras organizações internacionais de juventude, e considera que sediar um encontro dessa importância será um marco para o desenvolvimento da luta antiimperialista no Brasil por uma sociedade socialista. A UJR convida todos os jovens antiimperialistas brasileiros a participar deste 21º Eijaa e conclama seus militantes e apoiadores a se envolverem na construção coletiva desse importante evento, formando, em cada estado, os comitês preparatórios e arrecadando recursos para os deslocamentos e custos gerais da atividade.





Natália Alves, militante da UJR e diretora de Relações Internacionais da UNE

segunda-feira, janeiro 21, 2008

CONSIDERAÇÕES...

Está começando o ano e todos nós que fazemos parte do movimento RESISTÊNCIA, desejamos a todos os calouros (especialmente) e aos veteranos, boas vindas a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), aqui você vai aprender o que é uma V.A., o que é reforma universitária, o que é passar as férias estudando, o que é um JEPEX, e uma Semana de História, o que são resenhas e fichamentos, o que é a luta estudantil, enfim o que é ser um estudante universitário da UFRPE.
Durante o ano que se passou muitas coisas aconteceram na nossa universidade. Primeiro começamos o ano (novamente) sem o nosso Restaurante Universitário, a Reitoria enrola, estica o prazo, diz que tudo é para o bem do estudante, e no final das contas, ficamos sem ter onde nos alimentar com qualidade e a um preço acessível nas imediações da UFRPE. Apesar disso a UFAL, UFC, UFPB e UFCG tem Restaurantes Universitários a preço popular e com qualidade para seus estudantes.
Enquanto isso se esgotava dentro da UFRPE a gestão do DCE (Diretório Central dos Estudantes), entidade máxima dos estudantes dentro da UFRPE, ligada ao governo federal, essa gestão preocupava-se mais em defender a reitoria, do que o interesse dos estudantes. As eleições para o DCE aconteceram no primeiro semestre de 2007, contando com uma participação dos estudantes, há muito não vista na UFRPE, e saiu vitoriosa a chapa de oposição que conseguiu conquistar os estudantes com a bandeira da reabertura do RU e à preço popular.
Essa chapa de oposição (não era a única, haviam duas outras) era a chapa SER, FAZER e ACONTECER. E só foi vitoriosa, por que conseguiu mostrar aos estudantes que não dava mais para ficar parado enquanto nosso RU estava fechado, que não dava para continuar no mesmo imobilismo de já dois anos de gestão da Articulação de Esquerda, que não dava mais para permanecer no erro de defender mais a reitoria do que os estudantes.
Pois bem, passado quase um ano dessa gestão, o que podemos dizer é que repete os mesmos erros que a antiga gestão. Perpetua o imobilismo no DCE, não tem prestação de contas, não mantém o DCE aberto nos três horários, não faz um enfrentamento real pelo interesse dos estudantes, e só o que sabe fazer é falar, falar, falar...
Passado um ano dessa gestão, o que podemos ver é que não cumpriram quase nenhuma das propostas que fizeram, não realizaram uma assembléia geral dos estudantes para decidir o que quer que fosse (mesmo em momentos de crise, como na aprovação do REUNI na UFRPE), não organizaram o Congresso dos Estudantes da UFRPE, não realizaram um Festival de Cultura e Esportes na UFRPE, não conseguiram nem sequer nos representar direito nos conselhos em que eram nossos representantes, pois nunca fizeram prestação de contas das posições que tomaram nesses conselhos.
No curso de História, no segundo semestre, tivemos as eleições do Diretório Acadêmico, onde duas chapas participaram do processo, uma ligada a esse DCE imobilizado, e outra de antigos militantes da outra gestão do DA, e novos combatentes do movimento estudantil. No final, os estudantes escolheram por aquela chapa que demonstrou que não apenas falava que ia ser, mas mostrou as coisas que já tinha realizado e o que poderia realizar, essa chapa tinha o nome de “QUEM SABE FAZ A HORA!!!”.


Depois de três meses de gestão, podemos ver que a gestão “QUEM SABE FAZ A HORA!!!” realizou, debates, comemorou o dia da Consciência Negra, os 90 anos da Revolução Russa, e mantém sempre o DA aberto durante a noite. Além do que conquistou ainda no ano passado mais de R$ 100.000 em livros para o curso de história. Contrastando essas duas gestões, deixamos aos estudantes da UFRPE um forte abraço e a certeza de que “juntos venceremos”!

Yuri Pires Rodrigues

Coordenador - geral do DAHIS

Manuel Correia de Andrade

domingo, janeiro 20, 2008

VAMOS BARRAR ESSE AUMENTO !!!

Retirado do blog da AMES - BH (Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte)



Mais uma vez ao entrarmos em um novo ano somos surpreendidos com um “grande presente”. O aumento das passagens. Em Belo Horizonte está R$ 2,10 e em cidades da Região Metropolitana chegam a R$ 5,00.


Pois bem, não é de hoje que a prefeitura, o governo do estado e os empresários usam esta época de ano para aumentar as passagens. Eles sabem qual é o poder dos estudantes, dos trabalhadores, do povo unido. No final do ano onde as pessoas se despeçam com as férias escolares, o natal, o ano novo, eles se aproveitam e nos atacam. Sabem o que o povo faz quando esta unido, não foi diferente em vários momentos que vivemos como na campanha pelos direitos trabalhistas, pelo fim de governos corruptos, de sistemas autoritários como a ditadura militar, com o sucateamento à educação, pelo livre acesso à universidade, o passe livre, pela moradia, enfim, por melhores condições de vida para o povo!


Mas enquanto passamos por sérias dificuldades tendo direitos trabalhistas cassados, aumento dos impostos, difícil acesso a escola por causa do alto preço das passagens, os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, a situação miserável que vivem vários brasileiros, uma reduzida classe, dos empresários, burguesia, garante a todo custo o seu lucro, mesmo tendo que explorar ou matar. Tudo isso é reflexo de um sistema antidemocrático e atrasado, o capitalismo.Portanto, não podemos permitir mais um aumento nas passagens, pois além de tudo não temos um transporte coletivo de boa qualidade, quantas vezes temos que enfrentar ônibus lotados, apertados como sardinhas e com péssimas condições de realizar viagens?Chamamos todos a nesse ano se organizarem e junto conosco derrotar mais esse aumento!



Guilherme Silva Pinto
Presidente da AMES BH

sábado, janeiro 19, 2008

Aumento de passagem em Recife: Absurdo !!!

Como se não bastassem os atos de autoritarismo, truculência, exclusão e privilégio para os ricos, por parte do Governo do Estado de Pernambuco, identificados em várias situações, tais como: suspensão do direito à Carteira de Identificação Estudantil para os estudantes de cursinhos pré-vestibular, a continuidade da cobrança de mensalidade na Universidade de Pernambuco – UPE e a não aplicação plena da Lei da meia-passagem nos transportes públicos, impedindo assim que os estudantes possam se locomover em todo o Estado pagando meia-passagem, como acontece no estado da Paraíba; agora, achando pouco tudo isso, o Governo de Pernambuco quer nos dar mais um golpe: Propõe, em plenas férias de janeiro, um aumento abusivo de passagens no transporte.

Mesmo tendo sido os dois aumentos anteriores considerados pela justiça ilegais! E tudo isso sem ter nenhum diálogo com a representação dos estudantes (a maior parcela de usuários do transporte público de passageiros!).Basta! Não vamos ficar parados e calados diante de tantos absurdos!
Junte-se a nós na luta contra o aumento das passagens de ônibus na Região Metropolitana!
Pela meia passagem Intermunicipal, já!Em defesa do passe-livre estudantil!
Pela gratuidade na UPE!
Pelo direito à carteira de estudante aos alunos de cursinhos pré-vestibular!



União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco - UESPE
Movimento RESISTÊNCIA - UFRPE
União da Juventude Rebelião - UJR

Protesto paralisa trânsito na Fernandes Lima (Maceió)

10h03, 15 de janeiro de 2008

Da Redação.

Plínio Nicácio/Tribuna Independente/Cortesia

Aproximadamente 20 de estudantes ligados à União da Juventude Rebelião (UJR) interditam neste momento a Avenida Fernandes Lima no trecho que compreende o Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (CEPA) em protesto ao reajuste no valor da passagem do ônibus coletivo urbano, de R$ 1,70 para R$ 1,80.
Embora sejam poucos numericamente, os estudantes atravessaram um veículo kombi no meio da via e se deitaram no asfalto, impedindo os condutores de trafegar pela via.
O reajuste foi aprovado pelo Conselho Consultivo do Município, no dia 7 de janeiro, e agora segue para sanção do prefeito Cícero Almeida (PP). Os estudantes, que fecharam a principal via da cidade com galhos de árvores, gritam palavras de ordem e exigem a redução da tarifa, além do passe livre para estudantes.
Neste momento, a interrupção no fluxo de veículos já provoca um grande congestionamento, no sentido Tabuleiro/Centro.
Mais mobilizações
Após receber várias adesões, a mobilização dos estudantes seguiu pela Fernandes Lima e os estudantes interditaram o outro lado da avenida, no sentido Centro/Tabuleiro.
Os estudantes afirmam que realizarão novos protesto e exigem a realização de um novo estudo para estabelecer a nova tarifa do transporte coletivo urbano.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Porque o REUNI foi aprovado nas férias?!?

No dia 14 de dezembro de 2007, a reitoria da UFRPE, aprovou o decreto do governo para a educação superior pública chamado REUNI. Esse decreto está na programação da contra-reforma universitária que o ministério da educação nos impõe hoje. Como não conseguem aprovar a reforma universitária (devido a grande campanha contra que o movimento estudantil fez em todo país) no congresso nacional, tentam nos impor através de decretos.
O REUNI consiste em aumentar o número de estudantes em sala de aula, não enviando verba na mesma proporção para as IFES. Será portanto o fim, para as pesquisas e projetos de extensão, e as nossas já precárias instalações físicas então, nem se fala.Interessante, é que a reitoria aproveitou as férias para aprovar o REUNI em seu conselho universitário, isto é, não acha que é importante os estudantes opinarem sobre os rumos da universidade, ou o que é pior, acha que os estudantes não tem condições, ou não saberiam opinar, visão igual a que a ditadura tinha sobre a população e o voto.
Mais debate sobre o REUNI, um plebiscito, diálogo da reitoria com os estudantes, reivindicações formuladas pelo conjunto do movimento estudantil da UFRPE. Nada disso houve. Por isso é importante que nossa reitoria (recém empossada por sinal) mostre que nada tem a ver com os tempos em que a UFRPE era comandada pelos militares, e para isso precisa escutar mais os estudantes, as entidades estudantis, os fóruns de debates institucionais. Enfim, que a reitoria use da mesma urgência que votou o REUNI, para instaurar a estatuinte (pois os nossos estatutos datam da época da ditadura militar), para aprovar a biblioteca setorial do nosso curso, para dialogar com os estudantes, para tratar do tema violência.
Enquanto isso o DCE que era para estar organizando os estudantes para essa luta, nada fez para impedir essa imposição do MEC e da Reitoria da UFRPE, mas uma prova de que eles não são, não estão fazendo e nem acontecerá nada daqui para o final da gestão, ou melhor, talvez no final da gestão eles passem em sala para pedir voto (de novo).
Yuri Pires Rodrigues é coordenador - geral
do DA de História da UFRPE