O presidente francês Nicolas Sarkozy quer implantar a chamada Lei Pécresse (nome da ministra da Educação), que modifica a estrutura do ensino superior para impedir o acesso aos jovens mais pobres e estimular um maior ingresso do capital na educação pública, ferindo a autonomia das universidades.
As mobilizações estudantis contra essa falsa reforma universitária tiveram início ainda na primeira semana de governo de Sarkozy, em maio deste ano, quando o presidente anunciou seu projeto para a educação superior que, entre outros itens, propõe introduzir critérios de seleção para distribuir os estudantes de acordo com as necessidades do mercado e não segundo sua opção individual, além de aumentar o valor da taxa de inscrição.
O governo, então, segurou a apresentação oficial do projeto até o mês de agosto, quando conseguiu, de uma só vez, aprová-lo no Parlamento. Agora, os estudantes já ocupam os prédios de 26 das 85 universidades existentes na França, algumas delas com as atividades totalmente paralisadas, em repúdio ao objetivo do projeto e à forma autoritária com que foi aprovado, sem qualquer debate dentro do meio acadêmico. “É a escravização das universidades aos interesses das empresas”, disse Igor Zamichiei, secretário nacional da União de Estudantes Comunistas. As entidades estudantis afirmam ainda que a lei não leva em conta a pobreza dos estudantes e que vai criar um sistema dividido, preocupado em financiar umas poucas instituições de elite.
No dia 22 de novembro, estudantes de 56 universidades participaram, em todo o país, de uma jornada de greves e manifestações. “Juntos, tudo é possível!” e “Cultura de graça, educação pública!” são algumas das bandeiras levantadas pelo movimento. O governo teme que os protestos se espalhem ainda mais e se consolidem com a união entre estudantes e trabalhadores, que também estão em luta contra a reforma da Previdência, tendo, inclusive, realizado uma grande greve nacional.
A juventude francesa já mostrou do que é capaz quando, durante vários meses em 2006, enfrentou e barrou com milhões de pessoas nas ruas o nefasto Contrato do Primeiro Emprego, do então primeiro-ministro Dominique de Villepin, que impunha aos jovens iniciantes no mercado de trabalho uma série de restrições aos direitos trabalhistas.
As mobilizações estudantis contra essa falsa reforma universitária tiveram início ainda na primeira semana de governo de Sarkozy, em maio deste ano, quando o presidente anunciou seu projeto para a educação superior que, entre outros itens, propõe introduzir critérios de seleção para distribuir os estudantes de acordo com as necessidades do mercado e não segundo sua opção individual, além de aumentar o valor da taxa de inscrição.
O governo, então, segurou a apresentação oficial do projeto até o mês de agosto, quando conseguiu, de uma só vez, aprová-lo no Parlamento. Agora, os estudantes já ocupam os prédios de 26 das 85 universidades existentes na França, algumas delas com as atividades totalmente paralisadas, em repúdio ao objetivo do projeto e à forma autoritária com que foi aprovado, sem qualquer debate dentro do meio acadêmico. “É a escravização das universidades aos interesses das empresas”, disse Igor Zamichiei, secretário nacional da União de Estudantes Comunistas. As entidades estudantis afirmam ainda que a lei não leva em conta a pobreza dos estudantes e que vai criar um sistema dividido, preocupado em financiar umas poucas instituições de elite.
No dia 22 de novembro, estudantes de 56 universidades participaram, em todo o país, de uma jornada de greves e manifestações. “Juntos, tudo é possível!” e “Cultura de graça, educação pública!” são algumas das bandeiras levantadas pelo movimento. O governo teme que os protestos se espalhem ainda mais e se consolidem com a união entre estudantes e trabalhadores, que também estão em luta contra a reforma da Previdência, tendo, inclusive, realizado uma grande greve nacional.
A juventude francesa já mostrou do que é capaz quando, durante vários meses em 2006, enfrentou e barrou com milhões de pessoas nas ruas o nefasto Contrato do Primeiro Emprego, do então primeiro-ministro Dominique de Villepin, que impunha aos jovens iniciantes no mercado de trabalho uma série de restrições aos direitos trabalhistas.
Extraído da redação do Jornal A Verdade


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